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Olhares sobre o mundo em exposição

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Evento emociona e mostra diversos olhares de crianças sobre o mundo em que vivem

Uma exposição fotográfica encerrou com chave de ouro as atividades do Projeto Ver e Pensar Fotografia. O evento aconteceu no último sábado, 26 de junho, na Escola Municipal Arco-Íris em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. A exposição contou com 20 imagens, dos alunos da 4ª série, mostrando os mais variados olhares sobre o cotidiano. Além da aprendizagem da técnica de fotografar, as imagens mostraram que os alunos aguçaram a criatividade e puderam olhar de forma especial a realidade em que estão inseridos, descobrindo belezas não percebidas anteriormente.




A abertura do evento contou com a apresentação da fanfarra da Escola Municipal Ipê, também foi realizada uma cerimônia de entrega de certificados para os alunos e voluntários que atuaram no projeto. Durante o evento, o Secretário Municipal de Educação, Romildo de Brito, ressaltou a importância do projeto e a satisfação do município em ter sediado as atividades. “O município agradece por ter sido escolhido, e reafirma a satisfação de ver o resultado do trabalho desenvolvido com os alunos”, afirmou Brito.

A diretora da Escola Arco-Íris, Aurisete Nascimento, disse estar surpresa e muito satisfeita com o resultado do trabalho. Em retribuição preparou, com a ajuda da comunidade escolar, uma grande festa para a abertura da exposição. “Um projeto como este não pode ser esquecido, tem que ser muito valorizado”, disse Aurisete.

Os alunos estavam muito entusiasmados e se emocionaram no momento de receber a certificação do coordenador do projeto, o fotógrafo Silvio Ribeiro. Falando com os pais dos alunos, Silvio lembrou “olhem este material, e lembrem que foram os filhos de vocês que fizeram, não foram fotógrafos profissionais, isso é prova do enorme talento que eles têm”.


As fotos dos alunos emocionaram pais e professores pela beleza e criatividade demonstradas. Algumas pessoas se questionaram se as fotos tinham sido realmente tiradas pelas ruas do bairro Jardim Roma, onde fica a escola, pois os olhos das crianças encontraram belezas estampadas em espaços ainda não apreciados.

*Fotos: Antonio More

Fonte: www.institutorpc.org.br

É preciso saber viver | Plano de aula | | Nova Escola

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É preciso saber viver | Plano de aula | | Nova Escola

Projeto de Fotografia

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Saiba mais sobre um grande projeto de fotografia.

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/girosustentavel/?id=1017710

Frio Curitibano

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Curitiba... ah... como eu gosto desta cidade! Será mesmo que gosto?! Às vezes me questiono se realmente gosto da cidade, mas isso é conversa pra outro momento.

A verdade é que eu realmente gosto dos dias frios de curitiba por vários motivos... vou citar alguns...e rebatê-los...

Inicialmente, para as pessoas que são românticas, Curitiba é uma cidade maravilhosa em seus dias de frio. Além de muito agradável, é muito romântico tomar vinho com a pessoa amada ao lado... ficar "agarradinho" vendo filme, acender uma lareira e ficar tomando chocolate quente...

Além do romantismo nato, é possível também encontrar maravilhas nos momentos de cultura. Para os amantes de momentos culturais, Curitiba é repleta de teatros, peças muito boas em vários gêneros, danças, corais, grupos musicais, cinema, espetáculos a céu aberto... Isso sem falar dos "espetáculos" particulares que podemos ver aos sábados pela manhã no calçadão da rua XV.

E a moda?! O estilo europeu, as roupas longas, pesadas, toucas, chapéus, luvas, e tudo mais que o frio nos traz. A elegância que conseguimos adquirir nessas épocas de frio curitiba é elogiável...

No entanto, alguns dos nossos melhores espetáculos contrastam com as condições financeiras da maior parte da população curitibana. Curitiba por territorialidade, e não por centralidade, se é que me faço entender.

Quem pode ter uma lareira em casa? No máximo assistir um filme embaixo dos cobertores, mas isso seria ideal se não tivessemos que trabalhar. Afinal, dias de semanas, em que temos que sair cedo da cada são os melhores para ficar agarrado com minha linda esposa e assistir um filme. Quando chega o final de semana, normalmente esquenta. Isso é complô!!! Só pode!

Cultura, maravilha! Ficamos indecisos se iremos aos caríssimos espetáculos nos finais de tarde dos majestoso teatros ou assistiremos as maravilhosas peças encenadas à meia noite de dias muito frios. Então tentamos nos acalmar pensando em ir para casa logo, mas, relativamente tão logo quanto o transporte coletivo for capaz de nos atender...até lá ficamos nos "empicolazando" a sua espera.

O mais bonito de nossas lindas e pesadas roupas é quando temos que carregá-las nas mãos, tendo passado pelo conhecido "efeito cebola". E além delas levar as várias bolsas ou sacolas que costumamos levar, acrescidas do velho companheiro guarda-chuva.

entende como é difícil saber se gosto ou não gosto.

melhor mesmo é curtir um café no meio da tarde fria postando no blog.

O Paraná que queremos

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A Gazeta do Povo está apoiando a iniciativa da OAB/PR para o movimento O Paraná que queremos.

Participe você também, acesse o site e conheça mais sobre o moviemnto.
http://www.novoparana.com.br/

A Filosofia, Aquela

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José Carlos Fernandes, Boletim de Leitura Orientada, nº 143.

Fiz faculdade de Filosofia – confesso. E é evidente que já ouvi muita piadinha a respeito.
Tanto que concluí existir um “índice Filosofia” para qualificar dificuldades e facilidades de qualquer natureza. Quando alguém quer dizer que algo é moleza, quase um fiasco, diz que “é mais fácil do que passar no vestibular de Filosofia.” Simpático, né. A frase fica
ainda mais precisa quando acrescida da máxima: “E ainda por cima não serve para nada.”

A gente ouve o desaforo e lembra de ter quase reprovado em Lógica. Do trabalho de Teoria do Conhecimento desancado em público pelo professor. De ter ficado de cama depois de ler muito Nietzsche. De que não entendeu lhufas de Kant. De que ficou meio “pancada” por uns
meses e até decorou umas partes do Manifesto Comunista, jurando saber o que significa a frase “tudo que é sólido desmancha no ar.”

Atormentado por tantas recordações da tortura trazida pelo exercício do pensamento, resta o silêncio. Desisto de me vingar, pedindo que o interlocutor elabore o conceito de facilidade, só para vê-lo cacarejar feito um frango na hora do abate. Uma das coisas que ficam bem fáceis depois que se cursa Filosofia é identificar os momentos em que é melhor fechar o bico.

Outra particularidade do universo da Filosofia é que se trata de um curso inconcluso e sempre às portas do jubilamento. As regras são draconianas para quem ousa a Filosofia.
Explico. Um estudante de Medicina se gradua e passa a se apresentar como médico. O mesmo não acontece com quem passou quatro anos abraçado com Heidegger ou Cioran – para citar dois pintas brabas.

Repare que um graduado em Filosofia quase nunca se apresenta como filósofo. Soa a pedantismo. É como se igualar a Platão. Tem mais. Quando o estudante conclui a última disciplina da grade descobre que só então está pronto para começar. É tal do “só
sei que nada sei”. Se deixa de estudar nos meses seguintes à entrega do diploma, entende que em dois anos o seu curso – tão menosprezado – venceu, como se fosse um enlatado de supermercado.

Mesmo assim, para surpresa, é raro encontrar quem tenha feito Filosofia e não arrote caviar: foi a melhor coisa que fiz na vida. É o que digo – e olhe que meu diploma
já descansa em paz numa gaveta há 25 anos. Deem-me os parabéns, por favor. Não aprendi tudo o que podia, tolerei gracejos, mas graças à Filosofia descobri como dar aos alunos a melhor aula do resto de suas vidas.

É de praxe, no primeiro ano de faculdade, estudar em Filosofia Antiga o método da Escola
Peripatética, a dialética platônica, a maiêutica, entre outros termos que, em miúdos, se resumem às aulas dadas ao ar livre, sem livros, e seja o que os desues quiserem. Conta-se
apenas com a companhia do mestre, perguntando “por quê?” sem parar,fazendo-nos, em meio à caminhada, “dar à luz os conhecimentos.”

Em mais de uma década de sala de aula posso afirmar que acertei todas as vezes em que fui passear com os meus alunos, na rua, na favela, no parque, na cidade vizinha, carregando a boa vontade, os ouvidos abertos e uma boas questões na ponta da língua. Encontro os pupilos
tempos depois e lá vêm as memórias sobre a tal da aula peripatética, sem power point, sem texto. Apesar as facilidades da Filosofia, consigo entender o que a moçada tenta dizer.
A escola é mesmo um lugar difícil de ser e de estar. O que seria de nós, e deles, sem as consolações da Filosofia, aquela.

O SER POLÍTICO

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Refletir sobre política é muito importante, vamos aproveitar o momento e ler as considerações de Henrique Beirangê, do Blog da Comunicação.

Todo ser humano é essencialmente político. Para os gregos, ser político, como ensinou Platão, deveria ser um propósito no qual todos deveriam se dedicar. Então o que é afinal de contas ser político? O grande filósofo grego construiu uma figura de linguagem bastante simples que nos ajuda a entender essa idéia. O Mito da Caverna. Segundo Platão, havia uma caverna, onde muitos homens se encontravam acorrentados uns aos outros e todos se situavam de costas à abertura da mesma. À frente deles se projetavam sombras resultantes da realidade exterior à caverna. Todos assistiam àquelas imagens como se fossem os objetos reais da existência.

Viviam absortos em uma ilusão. Um certo dia, um dos acorrentados, resolve se soltar. Ao caminhar pela caverna percebe que uma luz, muito forte, vinha de fora. Resolve então se arriscar e testemunhar a realidade exterior. Ao chegar lá fora se espanta com a intensidade da Verdade da Vida. Seu primeiro gesto é retornar correndo e contar aos demais o que havia descoberto. A frustração foi enorme. Todos lhe chamavam de louco, alienado, entre tantos outros insultos; pois a única realidade existente eram as sombras projetadas no fundo daquela fria e úmida caverna, diziam eles.

É assim a tarefa do homem que se propõe a ser político. A primeira empreitada a que se deve dedicar é a busca sincera e confiante da Verdade. Essa começa quando ele decide transformar-se e implementar revoluções morais profundas e francas dentro de si,baseadas no auto conhecimento. “Conhece te a ti mesmo” já dizia Sócrates.A maior parte de nossos sofrimentos são resultados de nossas próprias imperfeições. Para ajudar o outro, é imperioso conhecer o ser humano. Somos o objeto de nossa maior busca. Quando nos conhecemos, aprendemos a compreender o outro, afinal, “Nada que é humano me é estranho” ensinava Terêncio (180 a.C).

Feito isto, que de nada fácil tem, generosamente, dividir essas conquistas com aqueles que ainda se encontram afundados nas ilusões e contradições pueris da existência material. Por que estou dizendo isso? Já conquistei o Nirvana? Claro que não, porém quantos mais de nós se dedicarmos a isso, menos árduo será o trabalho de nosso dia a dia. Quando se passa quatro anos dentro de uma faculdade de Comunicação, aprende-se logo no início do curso que a isenção e imparcialidade absoluta inexiste no exercício da profissão. Princípio segundo o qual todo jornalista deveria ter consigo. Então onde mora o paradoxo? Mora no simples fato de qualquer manifestação de idéia seja escrita ou falada já se encontrar impregnada dos personalismos característicos do emissor da mensagem. Isso não quer dizer que devemos então nos esquecer desse intento. Necessitamos tê-lo como fonte de inspiração e ideal, porém, na medida em que passamos a considerar,de forma honesta e sincera, nossa limitações no exercício da neutralidade absoluta, praticamos com maior franqueza a honestidade intelectual, e ficamos conscientes da responsabilidade enorme que os profissionais dessa área possuem.

Portanto,sejamos políticos, afinal, os senhores da Caverna estão por aí, dificultando que desacorrentemos alguns irmãos a mais. Qualquer semelhança com “Matrix” não é mera coincidência.

* Henrique Beirangê é jornalista e colunista especial de política e economia do Blog da Comunicação.
blog@blogdacomunicacao.com.br