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Enem aí com as provas...

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Publicado no Blog "Giro Sustentável" - Gazeta do Povo em: 17/11/2010

Foi um divisor de opiniões... que bom... opinaram... será que teremos mais?

Muita polêmica tem sido vista nos últimos dias acerca das provas do Enem. Tem gente dizendo que não tem culpa, outros têm colocado a culpa em terceiros... Apareceram até propostas para várias provas durante o ano. “O problema dele é seu gigantismo”, “o problema é sua tentativa de unificação”, "é um trem descarrilado e sem maquinista"; enfim, opiniões existem várias, problemas também. No entanto uma coisa em meio a todo esse barulho chama atenção.

Tem gente protestando. Há estudantes fazendo isso. A capacidade de mobilização estudantil é impressionante. E a forma de fazê-lo é bastante expressiva, narizes de palhaço dizem muito sobre o sentimento de cada um diante dos acontecimentos vivenciados. O mais interessante de tudo é que as provas erradas são apenas a ponta de um iceberg.

Por detrás de uma prova com erros, que será ou não refeita, está o sonho da juventude, a evolução do país, o desenvolvimento da sociedade. Ter pessoas bem preparadas é um interesse coletivo - ou pelo menos deveria ser. O maior problema, então, não é o erro na prova, é a falta de respeito de um sistema gigantesco, com grandes exigências e fortes promessas de qualidade. Lembrar que isso não está acontecendo pela primeira vez faz crescer ainda mais a percepção ruim da forma como é tratada a educação.

Se a educação é importante o suficiente para estar em todos os belos discursos e planos de governo, não pode ser tratada desta forma. Os prejuízos causados são enormes. É assim que a promessa de futuro, a educação, cumpre seu papel? Qual o significado real da educação? E quanto a nós, como devemos nos posicionar? Qual o nosso papel?

Profissão

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Criado no siteVocê na capa de NOVA ESCOLA.


Eleições2010: Candidatos (infelizmente) eleitos

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O texto que eu venho escrever hoje se trata de um protesto. Todos os eleitores conscientes deveriam pensar um pouco sobre este texto, se é que já não estão tão indignados quanto. Aqueles que nas discussões políticas se pegam dizendo "eu anulo", "eu voto no branco", eu voto no candidato que tá ganhando"... e outras coisas, deveria parar para pensar na democracia e a força que milhares de possoas podem ter.

Muito bem, depois de cumprir o ritual de votação, e passar o dia esperando pelo resultado das apurações, não posso me furtar de ficar extremamente irritado e indignado com o que milhares de pessoas são, ou foram, capazes de fazer.

Vou começar expressando minha indignação por situações mais distantes de mim. é impressionante. Como pode? Onde estava a cabeça das 440.128 pessoas que votaram na candidata ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz - numa definição de um internauta, uma "Laranja Madura". Depois do debate na TV, em que ela mostrou sua total desinformação acerca do seu papel, e total incapacidade para exercer um governo, deixando claro que para todas as "promessas dela" - como se fossem - existiria uma assessoria técnica especializada para colocar em prática as ações, que ela mau sabia como fazer. E a mulher ainda vai para segundo turno!!!! Como pode !!???

Assista os melhores momentos do debate da maravilhosa candidata:



Depois, para piorar, saímos da "quase eleição" de uma burra, e vamos para a eleição de fato de uns velhacos... Onde estava a cabeças das 134.233 pessoas que deram seu voto para que o candidato Curi fosse o mais votado do Estado. É palhaçada ou o que? E as 43.035 pessoas que votaram no Nelson Justus??? Tem o que falar? EM QUE PLANETA ESSAS PESSOAS VIVEM???? Não pode ser no mesmo em que aconteceram os escândalos da assembléia. Assembléia essa, onde os eleitos estavam à frente... e se não se envolveram, pelo menos participaram por omissão!!!!!!! Como pode!!???


Sem contar o governador do Rio de Janeiro, que foi reeleito, com muitos votos à frente dos demais candidatos. O cidadão aparece denegrindo um garoto pobre, e ainda pior, na frente do presidente. O video a seguir mostra isso... e ainda pior... o presidênte mostrando sua mudanças...como pode o "pai dos pobres" agir assim??




Olha...diante de tudo que eu vi... e do que lembro da minhas aulas de latim do ensino médio, me pauto no conceito de falta de cultura e tolice. O povo que faz o que essas milhares de pessoas fizeram é um povo que não conhece as coisas de sua comunidade, mas só as de si próprio, e olhe lá... um povo que tem desconhecimento de tudo...que precisa de muita inteligência. São, pelos conceitos, milhares de IGNORANTES E IDIOTAS!!!!!

Educação em cena: Vamos Fazer Teatro?

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Publicado no Blog Giro Sustentável - Gazeta do Povo em 16/09/2010

Alunos do projeto, em cena: teatro pode ser um poderoso aliado para a escola

Quem nunca foi a um teatro, ou viu uma encenação de rua, ou na TV ou, ainda, testemunhou cenas de amigos e conhecidos? Representar é uma necessidade humana. As pessoas sempre representam suas tristezas, angústias, alegrias, carências. Assistir a uma peça teatral ou fazer teatro é ver o mundo e se perceber parte deste mundo.

Na escola, o teatro é um poderoso aliado para gravar na memória um determinado tema, ou para refletir, através de um impacto emocional, sobre questões morais e sociais. Usar as técnicas de teatro como forma de contribuir para a formação humana é prática consistente desde os tempos dos filósofos gregos, como Sócrates e Platão. O teatro era, naquele tempo, um formador da personalidade do homem e um instrumento de difusão do conhecimento e prazer literário.

O Instituto RPC, em parceria com o Teatro Parque da Criança, desenvolve o Projeto Vamos Fazer Teatro, que visa promover a interação social e cultural dos estudantes e trabalhar a sua formação artística. O projeto contribui para melhorar indicadores escolares, para o aumento do nível de socialização e expressão, a diminuição dos índices de violência e o estímulo ao protagonismo juvenil, além de mostrar novas perspectivas profissionais.

O projeto promove participação e envolvimento de professores, alunos, diretores, pais e comunidade; contribui para que os alunos se tornem mais disciplinados, desinibidos e melhorem o rendimento escolar; e aumentem a frequência escolar.

Além disso, o projeto proporciona benefícios sociais e acadêmicos. Formar grupos de teatro com os alunos alimenta seus sonhos e levanta sua auto-estima. É perceptível no rosto dos estudantes a empolgação por participar das atividades. Eles encaram os compromissos com seriedade e fica claro o empenho dos alunos em prestar atenção ao personagem, entender o texto e superar seus limites para encenar com qualidade, oferecendo o melhor de si.

O professor precisa se alimentar

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Publicado no Blog Giro Sustentável - Gazeta do Povo em 24/09/2010

Muito se discute sobre a qualidade da educação e do ensino. Não se pode esquecer da presença do professor neste importante processo formativo. É a resposta do professor que pode fazer com que a crise de um estudante aumente ou seja amenizada, é a postura do professor em sala de aula que se reflete na postura dos alunos. Os alunos são, como diz Rubem Alves, a continuidade do professor, pois mantêm vivo, no brilho dos seus olhos, a vida daquele que os ensinou a ver o mundo. O professor tem grandes responsabilidades.

Para dar conta de tudo o que é necessário, o professor precisa se sentir comprometido com a turma que orienta. Além disso, é preciso desejar o crescimento dos “pupilos”, almejar sua autonomia. Segundo o filósofo Nietzsche, retribui muito mal ao mestre aquele que continua sempre a ser discípulo. O professor precisa almejar que seus alunos o superem, que cresçam abundantemente.
No entanto, como diziam nossas avós, “saco vazio não pára em pé”.

Daquilo que se encontra esgotado, nada mais se pode tirar. Diante do universo de responsabilidades que pertencem aos professores, muitas vezes eles ficam esgotados. São muitas horas em sala de aula, somadas com horas de pesquisa, planejamento, avaliação... sem contar a vida pessoal, a família, os amigos, etc. Para dar conta de distribuir, orientar, incentivar, corrigir é preciso antes, agregar. A formação continuada é fundamental.

Participar de programas de formação continuada e outros momentos que propiciam ao professor preparar-se melhor é renovador. E formação continuada não pressupõe apenas agregar conhecimento acadêmico, mas também encher-se de ânimo, de desejo, de orgulho, de emoção, compartilhar experiências, comemorar sucessos, reavaliar fraquezas, ler, conhecer, debater.

Isso tudo deve ser tão natural ao professor quanto alimentar-se. Pois só um professor motivado é capaz de motivar. Aquele que ama o que ensina, torna a aprendizagem viva e significativa e poderá vislumbrar sua própria vida continuada no brilho dos olhos dos seus estudantes.

Como você lê a educação hoje?

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Muito se tem falado sobre a qualidade da educação, as necessidades de melhorias e o papel dos educadores. O período em que estamos permite que a educação esteja em pauta de várias formas e por diversos olhares. Eleições, muitos discursos abordam a educação, atribuindo-lhe sobrenomes, como “de qualidade”, “para todos” e outros. Parece que o próprio nome já não tem um enorme significado. Divulgação de resultados de avaliações oficiais, mais um item que coloca em pauta a educação, fala-se em Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, discute-se sobre as médias baixas, criticando-as, as notas elevadas são questionadas, relativizadas.

E, além de tudo isso, ainda tem as conversas sobre a desigualdade da educação em todo o país. Não podemos esquecer a validade, necessidade e qualidade do ENEM que também andam sendo colocadas em pauta.
Lembre-se, ainda, que tramita um projeto de lei para “incentivar” os professores com o pagamento de um 14º salário, obviamente condicionado à melhoria dos “alunos” – leia-se: escola – nas avaliações oficiais. Mais uma pauta que tem dividido as opiniões de vários setores da educação.

Vamos fazer um exercício de raciocínio simples, retirar todos os estigmas e enfeites presentes na educação. No fim de tudo, resta a educação em si. Onde o grande sucesso é a aprendizagem, o grande mérito é a formação do ser humano. O educador Ruben Alves, no texto “Escola – Fragmento do Futuro”, transpõe o entender de escola como entre - muros e fala da educação que sonha para seus filhos, e conclui dizendo “... e que a escola seja esse espaço onde se servem às nossas crianças os aperitivos do futuro, em direção ao qual os nossos corpos se inclinam e os nossos sonhos voam...”.

Ao observar que o sucesso da educação em si mesma é a formação de seres humanos, os homens e mulheres que sonhamos para o mundo sustentável, não parece, no mínimo, questionável empreender tanto tempo e energia com estas discussões? Não que não seja reconhecida a validade de todos estes esforços. Mas parece mais importante fazer com que a educação seja o que deve ser, e então fazer os acréscimos importantes. Qual sua leitura desta realidade?

Ética, vida boa e o uso da tecnologia nas escolas

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Por Everton Renaud - Publicado no Blog Giro Sustentável da Gazeta do Povo em 16/07/2010

Ética foi definida com maestria pelo filósofo Paul Ricoeur, em 1995, como “vida boa, com e para os outros, em instituições justas”. Ricoeur, um dos principais pensadores franceses do pós-Guerra, faleceu em 2005. Mas sua definição de ética esteve em pauta no 5º seminário nacional – o professor a leitura de jornal, com o foco em Educação, Mídia e Formação Docente, que está acontecendo na Unicamp desde o último dia 14 e que se encerra hoje.

Logo no primeiro dia do evento, o filósofo e educador Mário Sergio Cortella conduziu uma importante reflexão sobre ética e multimídia. Ele utilizou a definição de Paul Ricouer para dizer que a ética por si só não resolve as pendências sociais: vida boa “para todos e todas” pressupõe não haver exclusão na efetivação deste modelo de vida.

Não é o que necessariamente acontece numa escola, com o cada vez mais comum uso de tecnologias. Esse é o horizonte ético que guia a ação humana e, por isso, os processos educativos escolares não devem se adaptar às inovações, mas integrar novas formas ao seu cotidiano. Adaptar é postura passiva, enquanto integrar pressupõe metas de convergência.

Para Cortella, as tecnologias mais recentes podem fazer parte do trabalho pedagógico escolar, desde que utilizadas como ferramentas a serviço de objetivos educacionais que estejam antes claros para a comunidade e que a ela sirvam.

“Tecnologia em si não é sinal de mentalidade moderna; o que moderniza é a atitude e a concepção pedagógica e social que se usa e, assim, uma mentalidade moderna de fato lança mão da tecnologia por incorporar-se aos seus projetos, e não por ser tecnologia”, afirma ele.

Vida boa para todas e todos é vida bem feita, bem vivida. O uso ético da multimídia é um caminho para a efetivação disso. Se o fazer da mídia e da tecnologia atrelado à educação estiver bem feito, as possibilidades de construção da vida boa aumentarão – de forma ética, tal como no conceito de Ricoeur.