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Meus Bons Amigos

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Replicando o texto do Blog da Adri, da Mundo Livre FM... ela fala de amigos...e combinamos neste pensamento.. inclusive no texto do Oscar Wilde...

Decidi usar meu primeiro post no site da rádio para mostrar um pouco daquilo que realmente importa na vida prá mim…
AMIGOS! Como considero Oscar Wilde um deles, apropriei-me devidamente de um de seus textos para homenagear os meus e também dar as boas vindas a você “my new good fella”… welcome!
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco.Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos nem chatos.Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde (Loucos e Santos)

Confira este e outros post da Adri no Blog da Mundo Livre FM (http://www.bloglocutoresmundolivre.com.br/adri/)

Amigos são o que na maioria das vezes nos faz ficar de pé...mesmo caídos...

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Hugs at all!!

O Pulo: mais uma história sobre o "joãozinho"

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Em um fim de tarde, seis garotos retornavam de uma saborosa visita ao pomar da fazenda. Iam por uma estrada de chão batido, na alegria juvenil, aproveitavam o caminho para realizar suas travessuras. Nesses grupos sempre há um José metido a Tarzan, um Bruno dando de ligeiro, um Márcio que é bom na rasteira, um Gabriel metido a intelectual e um César mais palhaço do que o próprio palhaço. E um João, coitado, que corre pouco, come muito e sofre nas travessuras dos colegas.

João é a graça das travessuras. Ele corre para um pasto e atrás dele vão os colegas. Bruno com sua rapidez o alcança quando já está no meio do pasto e Márcio o derruba. Coitado do João, não se sabe mais onde termina o seu corpo e onde começam os nojentos presentes que as vacas costumam deixar no pasto. César arremata com uma piada, e Gabriel buscando por palavras cultas diz: “como diria o francês ‘ces’t la vie’”, ou seja, ‘é a vida’. E todos dão muitas gargalhadas.

Passado este terrível fato, João não agüenta mais, tudo que ele mais quer é ir para casa. No caminho de volta era necessária a travessia por uma cerca, como é comum encontrar nesses lugarejos de fazenda. Gabriel e César, já cansados, passam por baixo da cerca e aguardam os colegas. José aproveita um barranco próximo da cerca e resolve atravessá-la no pulo. Para não ficarem para trás Bruno e Marcio fazem o mesmo. João nesse meio de tempo já havia passado por baixo como os outros dois, mas, raivoso como estava, gritou: “pular assim até eu pulo, seus aparecidos”. Parece que nessa hora ele se esqueceu da forma que possuía por ser um pouco comilão.

Ninguém acreditou no ocorrido. João voltou para o outro o lado da cerca, estava com medo, os colegas desacreditados deram as costas. O ligeiro ainda avisou: “não é preciso provar nada”. De repente alguém grita avisando: “ele vai pular”, mas quando chega à ponta do barranco recua. Toma nova distância. Gabriel, percebendo seu estado psicológico e relacionando o peso de João com a altura da cerca, prevê que o pulo não obterá seu sucesso e avisa: “teremos que socorrê-lo”.

A única coisa que ouvem é um grito, o coitado pulou. Gritava e pedia socorro sem ninguém saber o motivo. Gabriel se aproximou primeiro, viu o grave acontecido. Nessa hora os outros correram, César foi providenciar ajuda, logo muita gente estava em volta. Era fato, fratura exposta.

Quando chegou o médico confirmou o que já era incontestável. Foi necessário um tempo no hospital, outro na cadeira de rodas e outro ainda nas muletas. E não foi suficiente, outra intervenção foi necessária para a colocação de charmosos e necessários pinos. Que sufoco.

Aquela tarde ficou registrada na mente dos outros garotos como no corpo de João. A esperança que fica é que eles tenham aprendido que não se pode estimular ninguém a exceder suas capacidades e nem fazer dele motivo eterno de chacota. Enquanto espera-se também que João tenha aprendido que não vale a pena se deixar levar pela raiva e por fatores externos que desestabilizam nosso equilíbrio interno.


* Os nomes são fictícios, mas a história é real. Aconteceu na minha época de seminário.