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O professor precisa se alimentar

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Publicado no Blog Giro Sustentável - Gazeta do Povo em 24/09/2010

Muito se discute sobre a qualidade da educação e do ensino. Não se pode esquecer da presença do professor neste importante processo formativo. É a resposta do professor que pode fazer com que a crise de um estudante aumente ou seja amenizada, é a postura do professor em sala de aula que se reflete na postura dos alunos. Os alunos são, como diz Rubem Alves, a continuidade do professor, pois mantêm vivo, no brilho dos seus olhos, a vida daquele que os ensinou a ver o mundo. O professor tem grandes responsabilidades.

Para dar conta de tudo o que é necessário, o professor precisa se sentir comprometido com a turma que orienta. Além disso, é preciso desejar o crescimento dos “pupilos”, almejar sua autonomia. Segundo o filósofo Nietzsche, retribui muito mal ao mestre aquele que continua sempre a ser discípulo. O professor precisa almejar que seus alunos o superem, que cresçam abundantemente.
No entanto, como diziam nossas avós, “saco vazio não pára em pé”.

Daquilo que se encontra esgotado, nada mais se pode tirar. Diante do universo de responsabilidades que pertencem aos professores, muitas vezes eles ficam esgotados. São muitas horas em sala de aula, somadas com horas de pesquisa, planejamento, avaliação... sem contar a vida pessoal, a família, os amigos, etc. Para dar conta de distribuir, orientar, incentivar, corrigir é preciso antes, agregar. A formação continuada é fundamental.

Participar de programas de formação continuada e outros momentos que propiciam ao professor preparar-se melhor é renovador. E formação continuada não pressupõe apenas agregar conhecimento acadêmico, mas também encher-se de ânimo, de desejo, de orgulho, de emoção, compartilhar experiências, comemorar sucessos, reavaliar fraquezas, ler, conhecer, debater.

Isso tudo deve ser tão natural ao professor quanto alimentar-se. Pois só um professor motivado é capaz de motivar. Aquele que ama o que ensina, torna a aprendizagem viva e significativa e poderá vislumbrar sua própria vida continuada no brilho dos olhos dos seus estudantes.

Como você lê a educação hoje?

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Muito se tem falado sobre a qualidade da educação, as necessidades de melhorias e o papel dos educadores. O período em que estamos permite que a educação esteja em pauta de várias formas e por diversos olhares. Eleições, muitos discursos abordam a educação, atribuindo-lhe sobrenomes, como “de qualidade”, “para todos” e outros. Parece que o próprio nome já não tem um enorme significado. Divulgação de resultados de avaliações oficiais, mais um item que coloca em pauta a educação, fala-se em Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, discute-se sobre as médias baixas, criticando-as, as notas elevadas são questionadas, relativizadas.

E, além de tudo isso, ainda tem as conversas sobre a desigualdade da educação em todo o país. Não podemos esquecer a validade, necessidade e qualidade do ENEM que também andam sendo colocadas em pauta.
Lembre-se, ainda, que tramita um projeto de lei para “incentivar” os professores com o pagamento de um 14º salário, obviamente condicionado à melhoria dos “alunos” – leia-se: escola – nas avaliações oficiais. Mais uma pauta que tem dividido as opiniões de vários setores da educação.

Vamos fazer um exercício de raciocínio simples, retirar todos os estigmas e enfeites presentes na educação. No fim de tudo, resta a educação em si. Onde o grande sucesso é a aprendizagem, o grande mérito é a formação do ser humano. O educador Ruben Alves, no texto “Escola – Fragmento do Futuro”, transpõe o entender de escola como entre - muros e fala da educação que sonha para seus filhos, e conclui dizendo “... e que a escola seja esse espaço onde se servem às nossas crianças os aperitivos do futuro, em direção ao qual os nossos corpos se inclinam e os nossos sonhos voam...”.

Ao observar que o sucesso da educação em si mesma é a formação de seres humanos, os homens e mulheres que sonhamos para o mundo sustentável, não parece, no mínimo, questionável empreender tanto tempo e energia com estas discussões? Não que não seja reconhecida a validade de todos estes esforços. Mas parece mais importante fazer com que a educação seja o que deve ser, e então fazer os acréscimos importantes. Qual sua leitura desta realidade?

Ética, vida boa e o uso da tecnologia nas escolas

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Por Everton Renaud - Publicado no Blog Giro Sustentável da Gazeta do Povo em 16/07/2010

Ética foi definida com maestria pelo filósofo Paul Ricoeur, em 1995, como “vida boa, com e para os outros, em instituições justas”. Ricoeur, um dos principais pensadores franceses do pós-Guerra, faleceu em 2005. Mas sua definição de ética esteve em pauta no 5º seminário nacional – o professor a leitura de jornal, com o foco em Educação, Mídia e Formação Docente, que está acontecendo na Unicamp desde o último dia 14 e que se encerra hoje.

Logo no primeiro dia do evento, o filósofo e educador Mário Sergio Cortella conduziu uma importante reflexão sobre ética e multimídia. Ele utilizou a definição de Paul Ricouer para dizer que a ética por si só não resolve as pendências sociais: vida boa “para todos e todas” pressupõe não haver exclusão na efetivação deste modelo de vida.

Não é o que necessariamente acontece numa escola, com o cada vez mais comum uso de tecnologias. Esse é o horizonte ético que guia a ação humana e, por isso, os processos educativos escolares não devem se adaptar às inovações, mas integrar novas formas ao seu cotidiano. Adaptar é postura passiva, enquanto integrar pressupõe metas de convergência.

Para Cortella, as tecnologias mais recentes podem fazer parte do trabalho pedagógico escolar, desde que utilizadas como ferramentas a serviço de objetivos educacionais que estejam antes claros para a comunidade e que a ela sirvam.

“Tecnologia em si não é sinal de mentalidade moderna; o que moderniza é a atitude e a concepção pedagógica e social que se usa e, assim, uma mentalidade moderna de fato lança mão da tecnologia por incorporar-se aos seus projetos, e não por ser tecnologia”, afirma ele.

Vida boa para todas e todos é vida bem feita, bem vivida. O uso ético da multimídia é um caminho para a efetivação disso. Se o fazer da mídia e da tecnologia atrelado à educação estiver bem feito, as possibilidades de construção da vida boa aumentarão – de forma ética, tal como no conceito de Ricoeur.

Sede da RPCTV em Curitiba é alvo de bomba caseira

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Que perigo!!!

Capaz de sermos explodidos sem nem saber o motivo!!! Clique no título da notícia para acompanhar o texto na Gazeta do Povo.

Incrível

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É incrível como nos deparamos com determinadas coisas em nossos dias... em nossa vida...
O tempo vai passando, os dias vão correndo, as horas de nossos dias apressam nossas atividades... às vezes nos reservamos várias horas para esquecer das horas... fazemos nosso lazer.

Mas alguns dias são especialmente diferentes dos outros. Nestes dias, nos deparamos com algo que aconteceu em nossa vida, e nem sabemos exatamente quando começou.

Tenho reparado algumas coisas ultimamente... Reparei que minha barriga está maior do que já foi antes...que hoje tem muito mais fios de cabelos brancos do que eu tinha dois anos atrás, e do que eu esperava ter nesta idade...

Reparei que minhas roupas já estão tanto tempo comigo e são filhas únicas, que já nem vão mais querer sair do armário...faz tempo que não renovo as prateleiras.

Percebi que estou bem mais velho do que estava quando tinha metade da minha idade... mas que estou bem mais jovem do que quando tiver o dobro de idade que tenho hoje.

Percebi que com isso... já sei um montão de coisas... mas isso faz com que eu ainda tenha que saber um montão de outras coisas que ainda não sei...

Já tenho uma casa... que ainda está bem mais arrumada do que estava meses atrás, mas ainda não está tão interessante quanto estará daqui a alguns meses.

Me dei conta de que boa parte dos meus amigos queridos já está com tanta experiência quanto eu... ou mais... ou menos... mas levam vidas nem tão próximas quanto ao que já tivemos antes...


Não! Não estou me lamentando da vida, e muito menos deprimido. O Interessante de todas essas percepções é que ao mesmo tempo que são gerais, que podem ser sentidas por todas as pessoas...em um determinado momento, pois qualquer um pode olhar-se no espelho, ou colocar sua própria vida no espelho e encontrar as verdades que lá estão. O mais interessante mesmo é que são percepções, ainda que gerais, tão íntimas de cada pessoa, tão minhas, que às vezes até me assustam... Mas são sustos tão bons...

O fato é... quis contar... fique a vontade para detestar, discordar...reclamar...

se quiser, e puder, acrescente seu comentário no blog... se não quiser...esquece...

O Pulo: mais uma história sobre o "joãozinho"

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Em um fim de tarde, seis garotos retornavam de uma saborosa visita ao pomar da fazenda. Iam por uma estrada de chão batido, na alegria juvenil, aproveitavam o caminho para realizar suas travessuras. Nesses grupos sempre há um José metido a Tarzan, um Bruno dando de ligeiro, um Márcio que é bom na rasteira, um Gabriel metido a intelectual e um César mais palhaço do que o próprio palhaço. E um João, coitado, que corre pouco, come muito e sofre nas travessuras dos colegas.

João é a graça das travessuras. Ele corre para um pasto e atrás dele vão os colegas. Bruno com sua rapidez o alcança quando já está no meio do pasto e Márcio o derruba. Coitado do João, não se sabe mais onde termina o seu corpo e onde começam os nojentos presentes que as vacas costumam deixar no pasto. César arremata com uma piada, e Gabriel buscando por palavras cultas diz: “como diria o francês ‘ces’t la vie’”, ou seja, ‘é a vida’. E todos dão muitas gargalhadas.

Passado este terrível fato, João não agüenta mais, tudo que ele mais quer é ir para casa. No caminho de volta era necessária a travessia por uma cerca, como é comum encontrar nesses lugarejos de fazenda. Gabriel e César, já cansados, passam por baixo da cerca e aguardam os colegas. José aproveita um barranco próximo da cerca e resolve atravessá-la no pulo. Para não ficarem para trás Bruno e Marcio fazem o mesmo. João nesse meio de tempo já havia passado por baixo como os outros dois, mas, raivoso como estava, gritou: “pular assim até eu pulo, seus aparecidos”. Parece que nessa hora ele se esqueceu da forma que possuía por ser um pouco comilão.

Ninguém acreditou no ocorrido. João voltou para o outro o lado da cerca, estava com medo, os colegas desacreditados deram as costas. O ligeiro ainda avisou: “não é preciso provar nada”. De repente alguém grita avisando: “ele vai pular”, mas quando chega à ponta do barranco recua. Toma nova distância. Gabriel, percebendo seu estado psicológico e relacionando o peso de João com a altura da cerca, prevê que o pulo não obterá seu sucesso e avisa: “teremos que socorrê-lo”.

A única coisa que ouvem é um grito, o coitado pulou. Gritava e pedia socorro sem ninguém saber o motivo. Gabriel se aproximou primeiro, viu o grave acontecido. Nessa hora os outros correram, César foi providenciar ajuda, logo muita gente estava em volta. Era fato, fratura exposta.

Quando chegou o médico confirmou o que já era incontestável. Foi necessário um tempo no hospital, outro na cadeira de rodas e outro ainda nas muletas. E não foi suficiente, outra intervenção foi necessária para a colocação de charmosos e necessários pinos. Que sufoco.

Aquela tarde ficou registrada na mente dos outros garotos como no corpo de João. A esperança que fica é que eles tenham aprendido que não se pode estimular ninguém a exceder suas capacidades e nem fazer dele motivo eterno de chacota. Enquanto espera-se também que João tenha aprendido que não vale a pena se deixar levar pela raiva e por fatores externos que desestabilizam nosso equilíbrio interno.


* Os nomes são fictícios, mas a história é real. Aconteceu na minha época de seminário.

Reflexão

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O que é refletir?

Ando confuso com relação a uma série de conceitos...